segunda-feira, 21 de julho de 2008

Hipocrisia (Soneto “negro”...)

Gargalha a morte ao tempo e no espaço.
Ondas devastam edificações,
travam nos peitos e nos corações,
dissecam pessoas, rompem-se laços…


Vagam nas lembranças: - tristes canções,
restos de um velho país aos pedaços:
- cataclismo, sangue, dor, estilhaços,
(sobreviventes gemem nos porões!)


Nos “fortes”, tolice, Leis esquecidas,
“roncam nas eiras os bravos tufões!”
(À sombra do medo, parafasia…)


Pequenos morrem nas vagas perdidas;
Luz atômica: - Loucas podridões:
- Por isso o mundo acabará um dia!…
....................................................................................
MÁRIO VIGNA

Um comentário:

josias disse...

Caro amigo...Vc. sabe bem do quanto admiro os teus escritos...Principalmente este que, acho, é um dos teus mais belos sonetos...Saudações poéticas...Ciro!